THOR: AMOR E TROVÃO


THOR AMOR E TROVÃO (2022)

Eu nunca fui fã da filmografia do diretor Taika Waititi, não gosto do tipo de humor abordado em suas obras. O fato de sempre estar cortando o drama com piadas e momentos engraçados, não funciona para mim. Como aprendemos em Divertida Mente, a tristeza e o drama são importantes para o aprendizado e para a vida. Quando a vida é só alegria não há aprendizado e muito menos evolução. Isso para mim fica bem claro em Thor Ragnarok e Amor e trovão, não consigo ver uma evolução do personagem em nenhum filme. Toda cena de evolução ou de trauma são feitas em Vingadores, dando uma camada maior em sua trajetória.

A comédia em si em Amor e Trovão é um problema, por ser ruim. Piadas repetitivas e um humor non sense que beira ao ridículo, que em contraste com os dramas do vilão Gorr e de sua amada Jane, parecem destoar da narrativa. Taika quis fazer de Thor um trapalhão e viver uma sátira, mas colocou peso na narrativa com dramas pesados sobre câncer e mortes iminentes e não conseguiu que ficassem orgânicos dentro de sua história. O drama perde todo o peso quando se tem piadas a cada 30 segundos. Se o personagem principal não leva a sério, porque eu levaria?

Mas o humor nem é o maior problema do filme. O roteiro é sofrível. Repleto de conveniências que beira ao inacreditável. As piores escolhas feitas como solução de narrativa foram feitas em Thor: Amor e Trovão. De sequestro de crianças estilo vilão dos anos 90 a facetime de cabeças.

Thor: Amor e Trovão poderia ser um filme coeso e intrigante em seu corte de mais de 3 horas feito pelo diretor. Mas esse corte de 2 horas que foi ao cinema é qualquer coisa, esquecível.


Deixe um comentário